6/24/2014

// quatro anos se passaram...



...e eu estou de regresso. não só estou de regresso a este blog, como regressei à dieta pobre em polissacarídeos [vulgo, dieta sem amido].

a razão que me levou a este regresso foi, essencialmente, uma: as dores, também elas, regressaram. nos últimos quatro meses, a espondilite reapareceu e, com ela, a rigidez, as dores insuportáveis, as noites mal dormidas... a minha qualidade de vida teve um revés inacreditável. eu já não me lembrava como podia ser tão mau...

por uma questão de  acomodação, voltei à terapêutica de 2006. contudo, pouco aliviou... fez efeito nos primeiros quatro dias. eu sabia que a única e derradeira solução seria alterar o meu regime alimentar: teria de regressar à dieta pobre em polissacarídeos [vulgo, dieta sem amido].

hoje, conto com seis dias de dieta. hoje, sinto o meu corpo bastante melhor. sem dor ou rigidez matinal. a inflamação que sentia, também ela, desapareceu.

no terceiro dia, já consegui andar, de novo, de bicicleta e não senti qualquer dor - nem durante, tão pouco após o exercício. mais uma vez, a dieta mostrou que é a solução.

foi um pouco complicado voltar ao regime anterior. eu adoro - para não dizer que sou uma autêntica viciada - pão e leite. o meu organismo também de ressentiu da falta de hidratos de carbono, apesar de eu ter optado por manter o arroz. mas, ao sexto dia, já me sinto com mais forças.

a opção de manter o arroz foi bastante ponderada. no início desta caminhada, quando comecei a dieta, só introduzi o arroz, ao quarto mês. desta vez, tentei perceber se seria necessário, ou não, fazer uma dieta tão rígida. ate agora, penso que este regime alimentar, tal como está, neste momento, está a cumprir com os objectivos: diminuir a rigidez matinal, diminuir a inflamação e, claro, diminuir a dor.

agora, é continuar a caminhada...

11 comentários:

Anónimo disse...

Após tres anos de dieta sem amido, as dores sumiram exatamente em jan/2013. Continuo fazendo minha alimentação apenas com frutas e verduras, além dos exercícios físicos de caminhada, musculação e alongamento. NÃO sinto dor de espécie alguma, graças a indicação de sua dieta. Glória a Deus por isso!
Gostaria de manter contato direto pelo e-mail: jmanoolv@hotmail.com
Saudações,
JM Oliva (sou cadastrado no fórum)

Anónimo disse...

Tenha força! Suas informações estão me ajudando muito e com certeza logo você melhora novamente!

Tamalelo disse...

Cara Susana obrigada pelas valiosas informações de teu blog.Comecei a dieta há uma semana e as dores noturnas tem diminuído, espero ter forças suficientes para seguir esta caminhada.

Luis disse...

Boa tarde,

tenho lido algumas coisas que tem publicado no seu blog, e desde ja os meus parebens, pois garcas a si, vim aqui parar, e descobrir mais...
sabe-me dizer se existe o livro para a dieta sem amido, em portugues?

obrigada

Luis Martins

Gi Torres disse...

Boa tarde, Susana. Chamo-me Georgina Torres e diagnosticaram-me EA em junho deste ano, depois de ter começado com sintomas em dezembro de 2013. Apressei-me a investigar tudo sobre a doença na Internet e entrei logo em contacto com pessoas que já faziam a dieta. Duas semanas depois, já tinha começado a eliminar amido da minha alimentação. Estou quase há 6 meses a fazer a dieta e melhorei - estou melhor agora do que quando tomava medicação, apesar de nunca ter tido sintomas tão graves como a Susana descreve - mas continuo com alguma rigidez e inflamação. Gostava muito de trocar informações consigo, apesar de saber de cada caso é um caso, que há pessoas que conseguem comer determinadas coisas e outras não. Mas talvez consigo perceber o que posso fazer para melhorar ainda mais. Muito obrigada por partilhar a sua experiência, um abraço, Gi Torres

Andreia Mandim disse...

Olá Susana. Eu tenho espondilite anquilosante e soube já há dois anos do diagnóstico. Foi muito difícil de apurar, apenas os médicos chegaram lá por teima minha, infelizmente, foi-me sempre dada pouca atenção. Com isto descobri, há não muito tempo, que a minha mãe também tem a doença. A juntar a isto tudo, sinto que nos últimos dois anos deixei de ser eu mesma. Não consigo sair de um estado depressivo, tenho dores todos os dias terríveis, rigidez e muitas vezes sinto que já não consigo estar feliz e me divertir. De um certo modo isolei-me. Deixei de sair com os meus amigos e aborreço-me com tudo. Tive também algumas complicações de saúde a nível pulmonar e intestinal, visão e ouvidos, todas relacionadas com a doença. A par disto o hospital pouco me segue, fui apenas não mais que três vezes, porque infelizmente tenho de seguir o serviço de saúde pública e não tenho forma de recorrer a um médico privado com os meus rendimentos. Bem, tenho 25 anos e sinto que realmente a minha qualidade de vida está a piorar a cada dia. Já não sou a pessoa que era; todos notam...Eu noto. E ao ler algumas das tuas publicações, vim aqui parar por acaso em mais uma noite mal dormida, senti alguma esperança. Esperança de me poderes ajudar nesta jornada. Queria saber se me poderias indicar a dieta que adoptaste e outros "tratamentos"/"práticas" que te ajudaram a melhorar. Sei que a nossa doença não tem cura, contudo preciso mesmo de encontrar algo que pelo menos me mostre que vale a pena viver e que poderei não deixar de ser quem era por completo.

Agradeço imenso a ajuda e espero que possas partilhar comigo algumas informações. Obrigada.

Oliveira disse...

Obrigada! Gostei de ler e vou tentar essa dieta porque tenho dores diabólicas diárias.

Sílvia Brina disse...

Prezada Susana, tudo bem com você?

Tenho espondilite anquilosante há 13 anos, mas somente obtive diagnóstico há dois, quando passei pela pior das crises e fiquei 4 meses de muletas. Ouvi falar, pela primeira vez, em "cura" (dieta sem amido) em seu blog e fiquei muito contente com a ideia. Só tomei coragem de começar a dieta, no entanto, há sete dias. Bem, não retirei o arroz. Não conseguiria. Como torradas de arroz no café da manhã, frutas, legumes, carne e ainda não excluí os derivados do leite e tomo leite sem lactose. Bem, estava com rigidez na sacroilíaca, o que diminuiu bastante, e as dores ainda permanecem, embora pareçam mais amenas. Não dá pra ter uma certeza absoluta ainda. Decidi ficar um mês sem pão e acabei por criar coragem e retirar batata, milho, mandioca, trigo etc. Nos dois primeiros dias, estava com o raciocínio lento, com náuseas e tonturas. Nos últimos dois dias, sou acometida por um cansaço absurdo ao final do dia. Ontem, comi meio pão árabe, porque achei que não fosse dar conta de andar até em casa. Achei o gosto horrível, senti-me cheia mas o cansaço não passou. Matei aula e fui pra casa me deitar. Dormi como uma pedra. Estou preocupada, rs, e queria uma ajuda sua, já que possui anos de caminhada e experiência. Obrigada por compartilhar seus conhecimentos conosco. Um abraço, Sílvia

Maria Oliveira disse...

Estou com está doença.A minha vida desabou.Amigos?Têm mais q fazer...Quase não tenho familía,estou só. Agora já consigo sair e comprar comida.Tive fases em q teria morrido à fome se a familía não me trouxesse comida.Primeiro detectaram apenas espondilolistesis bilateral. Esperei 3anos para ser operada.Com dores horriveís permanentes.Puseram-me uns ferros,fundiram a S5 ao sacro.Fiquei muito pior. Levei um ano a melhorar um pouco.O médico operador dizia q estava tudo bem.Eu é q devia ser maluca ou malandra e não queria trabalhar!. Pulha! Agora um reumatologista mandou radigrafar as sacro&ilíacas.Já vou no grau 3! Se puder contacta-me para este meu email.Gostava de falar e conhecer quem tenha o mesmo problema.A dieta sem amigo vou tentar.Obrigada pelo que ensina.

Maria Oliveira disse...

O que é feito de si? Já não pública desde 2014.Espero que esteja bem.Um GRANDE abraço!

Alan do Amaral disse...

E agora, como está???
Em 2010 fiz a dieta do amido inspirado pelo seu blog e fui curado, nunca tive mais nada.
Serei eternamente grato. seus relatos mudaram minha vida.
E como vc está agora?